Escolas cervejeiras

Conheça as principais escolas cervejeiras do mundo

Podemos dizer que há 4 grandes escolas cervejeiras. As cervejas que bebemos no dia a dia ou as especiais, enquadram-se em alguma dessas escolas.

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Quando chamamos de ‘escola’, não estamos nos referindo ao sentido literal da palavra. Mas, ao conjunto de características comuns que um país tem, que lhe confere um estilo único na criação de algum estilo de cerveja.

As 4 grandes escolas de cerveja que temos no mundo são: a alemã, a belga, a inglesa e a americana. Os três primeiras já cultivam uma tradição de centenas de anos na produção de cerveja, enquanto a última, tem algumas décadas de existência.

Características das escolas cervejeiras

Escola alemã

Tulipas com cerveja

A escola alemã é uma escola clássica. Ela segue a Reinheitsgebot, que é a Lei da Pureza da Cerveja. Essa lei foi editada pelo Duque Guilherme IV da Baviera, em 23 de abril de 1516. Se você quiser saber a história completa dessa lei, dá uma olhada nesse post aqui.

De forma resumida, essa lei determinava que a cerveja só poderia ter 3 ingredientes: água pura, malte de cevada e lúpulo. Só deve estar estranhando porque a levedura não está presente nessa lei. É que naquela época, ainda não se conheciam as cepas de levedura. Mais tarde, a lei foi alterada para incluir as leveduras.

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Por isso, se você quiser beber uma cerveja de um estilo bem clássico, opte por uma cerveja alemã que siga a lei da pureza da cerveja.

Estilos comuns de serem encontrados nessa escola cervejeira: Pilsen, Helles, Bock e Schwarzbier.

Escola belga

Em geral, as cervejas belgas costumam usar, além dos 4 ingredientes principais da cerveja, especiarias como coentro, pimenta branca e noz moscada, por exemplo, além de outros ingredientes. Se você quiser saber mais sobre os principais ingredientes da cerveja, veja esse nosso post aqui.

Assim, um bom exemplo de estilo da escola belga são as cervejas Witbier. Esse é um estilo clássico de cerveja belga que tem o trigo como um dos seus ingredientes. Além disso, ela também é aromatizada com sementes de coentro. E para completar, recebe um toque cítrico da casca da laranja. Esse estilo é muito refrescante, com menor teor alcoólico e os belgas consomem bastante no verão.

Alguns estilos belgas: Witbier, Strong Golden Ale, Quadrupel e Dark Ale.

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Escola inglesa

A escola inglesa, na verdade, faz referência aos países que compõem a Grã-Bretanha: Inglaterra, Escócia e Irlanda.

O estilo inicialmente produzido pelos ingleses era Pale Ale. Cervejas desse estilo tendem a ser mais amargas e secas, comparadas a uma Pilsen. Na escola inglesa, há um domínio das cervejas Ale, isto é, as cervejas de alta fermentação. Entretanto, apesar se serem chamas de Pale Ale (Ale Pálida), sua coloração costuma ser mais escura. Se você quer entender as diferenças entrem as fermentações, veja esse post aqui.

Em função das grandes navegações em direção à sua colônia na Índia, surgiu o estilo India Pale Ale – IPA. Se você que conhecer a história de como esse estilo foi criado, veja essa post aqui.

Com o tempo, surgiram outros estilos igualmente apreciados em todo o mundo, com as Porters e Stouts.

Seus principais estilos são: Pale Ale, Porter, Stout, Barley Wine, Brown Ale e IPA (India Pale Ale).

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Escola americana

Cervejas sobre a mesa

Essa é a escola mais nova dentre as quatro. Os americanos acabaram criando seu estilo baseando-se nas outras três escolas, acrescentando características próprias. Em razão disso, há quem não considere a escola americana como uma das grandes escolas.

As cervejas artesanais americanas costumam conter mais lúpulo em sua composição.

Alguns estilos que pertencem à escola americana: American IPA, APA e New England IPA.

Gostou de conhecer as escolas cervejeiras? Então, aproveita e compartilhe com todo mundo.

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