Feiras belgas produzem cerveja

Freiras belgas voltam a produzir cerveja depois de séculos

As freiras belgas da Abadia de Maredret estão de volta ao ramo cervejeiro. Nos últimos séculos, somente os monges estavam produzindo cerveja na Bélgica. Mas as irmãs resolveram acabar com esse monopólio.

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Monge segurando copo de cerveja
Imagem de Matthias Böckel por Pixabay

Mas calma, isso não é uma forma de concorrer os monges. A ideia surgiu da necessidade de se angariar fundos para as obras de restauração da abadia. As vinte membras dessa comunidade beneditina, fundada no ano de 1853, resolveram a cerca de cinco anos atrás buscar um cervejeiro para colocar a ideia em prática. O objetivo era que a bebida contivesse um pouco da sua história e seus valores.

Após três anos de preparação, dois rótulos foram produzidos. A primeira é a Maredret Altus, uma cerveja que tem 6,8% de teor alcoólico, uma cor âmbar e contém cravo e zimbro (o gin, por exemplo é produzido a partir desse arbusto).

A segunda cerveja é a Maredret Triplus. Essa é mais forte: uma loira de 8% de ABV (volume de álcool), e contém coentro e sálvia. As duas começarão a serem comercializadas nesse verão do hemisfério norte. Elas receberão os royalties em troca do uso do nome da abadia.

As bebidas são baseadas na espelta, que é um grão citado nos textos de Santa Hildegarda, abadessa beneditina alemã do século XI. Foi ela quem inspirou a ordem belga. Também são utilizadas na fabricação plantas que as próprias freiras belgas cultivam em seu jardim.

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As freiras belgas também consomem

“É bom para a saúde. Ajuda a digestão.”, afirmou a irmã Gertrude, e acrescentou “Todas as irmãs gostam da cerveja, afinal estamos na Bélgica”. Ela é a responsável pela abadia. Ela disse, ainda, que cada freira se permitia beber uma garrafa aos domingos.

Abençoada cerveja nossa de cada domingo.

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